Vacation Home (Casa de Férias) – a bola da vez

Por Emerson Bellini – 28/06/2021

 

Porcentagem das vendas de casas de férias, em 2020, nos Estados Unidos, aumentou se comparado com 2019.

“Casas de férias são uma mercadoria em alta no momento”.

Esta afirmação é de Lawrence Yun, economista-chefe do NAR (National Association of Realtors).

A explicação para a bola da vez do mercado imobiliário dos Estados Unidos é simples: muitas empresas e empregadores ainda estão estendendo a opção de trabalhar remotamente. Portanto, moradia de férias e segundas residências continuarão sendo uma escolha popular entre os compradores e investidores.

“A oportunidade duradoura de trabalho remoto continuará a aumentar a já alta demanda por imóveis nesses condados, especialmente naqueles com serviço confiável de internet banda larga”, diz Yun.

Entre as nove divisões dos Estados Unidos, incluídas no estudo da NAR, o Atlântico Sul (Delaware, Flórida, Geórgia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Virgínia, Virgínia Ocidental e Distrito de Colúmbia) registrou o maior crescimento nos negócios, com vendas de residências em quase 31% em 2020, nos condados de casas de veraneio.

O segundo maior crescimento de vendas foi na divisão Médio Atlântico (New Jersey, Nova Iorque  e Pensilvânia), com as vendas de casas crescendo 27,8% em 2020, em condados de casas de veraneio.

Em terceiro lugar ficou a divisão Central Sudoeste (Arkansas, Louisiana, Oklahoma e Texas), onde as vendas aumentaram 25,7% em 2020, nos condados de casas de veraneio.

Na divisão da Nova Inglaterra (Connecticut, Maine, Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Vermont), as vendas geralmente aumentaram 25,3% em 2020.

Valorização do espaço e conforto

Mateus Cabau, responsável pela internacionalização da Chalu e desenvolvedor de projetos imobiliários em Orlando, acredita que a “vacation home” ou a “segunda residência” para o mercado doméstico está ganhando muito mais forca e fazendo muito sentido para a família americana.

“A pandemia fez com que os americanos valorizassem ainda mais as atividades ao ar livre e o espaço para morar. Adiciona-se a esse comportamento a forte realidade de trabalho híbrido, que é mesclar uma rotina física e virtual. A segunda residência é uma tendência quase que irreversível, deixado pelo corona vírus”, explicou Mateus.

 

A Flórida sai na frente

Com seu clima que permite a prática de atividades ao ar livre, durante todo o ano, A Flórida acaba sendo uma das preferências para esse tipo de investimento.

Especialmente Orlando, sendo o maior destino turístico das Américas e o mais divertido do mundo.

“A cidade vai ter uma demanda gigantesca para a locação desse tipo de imóvel, tão logo se abra as fronteiras para os turistas internacionais, que agora mais do que nunca também estarão buscando esse tipo de imóvel para suas estadias de férias”, disse Cabau.

A ‘capital mundial da vacation home’, que é Kissimmee, tem desenvolvimentos imobiliários  de condomínios tipo resort clubs, maravilhosos, e que são disputadíssimos pelos visitantes para sua hospedagem.

Mariana Haddad, corretora de imóveis na Flórida, especializada em Orlando, cita alguns condomínios que ela indica para amigos e familiares alugarem casas para se hospedarem, durante as férias, em Orlando: Encore at reunion; Windsor at Westside; Solara; Story Lake; Champions Gate e Paradise Palms.

 

Vizinho do Mickey

Marcos dos Santos, brasileiro e morador na região de São Carlos, no interior de São Paulo, tem uma casa de férias na região da Disney. Ele brinca que é ‘vizinho do Mickey’.

Ele também possui um apartamento no Guarujá, no litoral paulista, e relata que, se ele conseguisse vender o apartamento, ele teria outro investimento nos Estados Unidos, porém no residencial tradicional.

“O Vacation Home é perfeito para usar e ter o custo dele pago. Se bem administrado, dá até para pagar parte das ferias. No meu caso, que o meu trabalho permite passar quatro meses por ano em Orlando, acabo sacrificando um pouco a rentabilidade da casa, em virtude do usufruto”, diz Marcos.

Flavio Andrade, outro feliz proprietário de uma vacation home há cinco anos em Kissimmee, fala que os seus filhos, às vezes, nem querem sair do condomínio.

“Tem toboágua, piscinas, campo de futebol, cinema, sala de jogos, boliche, enfim, às vezes meus filhos até esquecem que temos que ir para a Disney, para a mãe dele ver o castelo. O objetivo do investimento era apenas fazer a reserva em dólar, através de uma escritura imobiliária, e poder curtir anualmente um momento divertido com a família. A casa de férias, na Disney, é isso e um pouco mais”, explica Flavio.

 

Preferência do araraquarense

 O destino da Disney é o preferido pelos araraquarenses, quando se fala em viagem internacional. De acordo com agências de viagem de Araraquara, de cada vez viagens internacionais, sete são com destino a Orlando.

Luiz Arnaldo Haddad, presidente da Chalu Imóveis, empresa araraquarense especializada no mercado imobiliário de Orlando, reforça que o modelo vacation home é o preferido pelos brasileiros na primeira compra.

“A necessidade de usar sua casa americana e toda a estrutura de resorts desses condomínios são encantadores. Depois, os investidores focados100% em renda, vão para os imóveis residenciais tradicionais que chamamos de ‘long term rental’, que historicamente apresentam rentabilidade superior a 6% ao ano”, complementa Haddad.

Mateu Cabau lembra que os imóveis de Vacation Home, em Orlando, quase que na sua totalidade, são vendidos com sistema de ar-condicionado central, geladeira, fogão, micro-ondas, máquina de louça, máquina de lavar roupa, secadora de roupa e boiler de aquecimento de água.

Luiz Arnaldo aproveita e finaliza que os imóveis novos de “vacation home” podem ser comprados e financiados pelos brasileiros, dentro dos melhores condomínios resorts clubs, com entrada a partir de U$110 mil, ou R$550 mil reais.