USP e UFScar vão compor instituto de pesquisa de combate à fome

Por Da Redação – 16/01/2023 – Crédito Fotográfico: Denise Guimarães (DvComun Esalq/USP)

 

A Universidade de São Paulo (USP), através da faculdade de saúde pública (FSP), foi escolhida para coordenar o novo instituto nacional de ciência e tecnologia combate a fome. a iniciativa contará com pesquisadores de diversas universidades de todo o país e do exterior, entre elas o instituto de ciências matemáticas e de computação, a escola de engenharia de são carlos e a universidade federal de são carlos.

 

Ao todo, a FSP contará com 38 pesquisadores de áreas diversas, além de bolsistas de nível superior de diversas instituições, sendo elas UNICamp,UFSCar, UNIFESP, UFSJ, UFRGS, UFF, UGS, UFAC e FACamp, UFBA, UFS, e EMPRAPA, além de universidades estrangeiras e de outras faculdades e institutos da USP.

 

Segundo a coordenadora Dirce Maria Lobo Marchioni, professora do departamento de nutrição da FSP, a fome é um problema complexo que não é natural nem aceitável, com caráter estrutural e multicausal, natureza política e econômica, e impactos sobre a vida social como um todo. para ela, a alimentação adequada é um direito humano, e sua garantia está alinhada aos objetivos do desenvolvimento sustentável da onu. porém, há um aumento global da fome e desnutrição, agravadas pela situação pandêmica.

 

Na proposta sobre o combate à fome serão desenvolvidos estudos a partir de cinco eixos: saúde e nutrição, políticas públicas, cadeia de valor, inteligência artificial e comunicação. os objetivos são: conduzir estudos investigando a insegurança alimentar e os desafios e estratégias para atendimento do direito humano à alimentação adequada; identificar os determinantes da produção sustentável de alimentos, a redução dos gargalos ao abastecimento e distribuição de alimentos de qualidade e saudáveis e diminuição das perdas e desperdício de alimentos; investigar os determinantes sociais vinculados aos resultados de políticas públicas de alimentação e nutrição; pesquisar, desenvolver e aplicar ferramentas e técnicas computacionais para coleta, fusão, processamento, armazenamento, análise, extração do conhecimento; e disseminação de dados e informações sobre fome e insegurança alimentar em ambientes urbanos.

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