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Testagem da Aids diminuiu com a pandemia; tratamento pode tornar o vírus indetectável

Por Sig Eikmeier, da Agência Rádio 2

 

Quantidade de testes realizados no Brasil para diagnosticar a Aids diminui; 17 por cento de janeiro a maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde.

Estudo ainda não publicado do programa global da AHF, entidade que atende pessoas afetadas pelo HIV, aponta que até agosto, a redução foi de 35 vírgula quatro por cento, em 43 países.

O atraso na testagem da doença pode resultar em uma progressão menos favorável da sobrevida, além de aumentar a possibilidade de transmissão.

A necessidade de isolamento social durante a pandemia de Covid-19 também fez pacientes interromperem o tratamento da doença no mundo todo.

Um outro estudo, do Imperial College London, da Inglaterra, alerta que esse cenário pode elevar em dez por cento a taxa de mortalidade por HIV em países de baixa e média renda, como o Brasil.

No dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em primeiro de dezembro, os órgãos de saúde em todo o País chamam a atenção para importância de as pessoas investigarem se estão com a doença.

O teste rápido está disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser feito de forma anônima, sendo que quando a infecção é confirmada, o paciente recebe toda a orientação para iniciar o tratamento.

Além de manter a doença controlada, os medicamentos podem contribuir para que a carga viral se torne indetectável, o que reduz a quase zero o risco de doenças oportunistas.

Com o tratamento, hoje também já é possível que o paciente deixe de transmitir o vírus do HIV para outras pessoas.

Especialistas alertam, no entanto, que para se prevenir da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis, é importante que as pessoas sempre utilizem preservativo nas relações sexuais.