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Taxa de transmissão despenca no Brasil, mas erros no sistema podem distorcer os resultados

Por Umberto Ferretti, da Agência Rádio 2

 

Taxa de transmissão do coronavírus, no Brasil, despenca para o menor nível em sete meses.

É o que aponta relatório do Imperial College, de Londres, considerado referência no assunto.

O índice chamado por aqui de RT, que seria o ritmo de contágio, caiu de 1,01, na semana passada, para 0,68.

Quer dizer, por exemplo, que 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus pra mais 68, que transmitem pra mais 46, e por aí vai, sempre com a transmissão para um número menor de pessoas.

A notícia, de certa forma, é boa, uma vez que um RT abaixo de um indica a possibilidade de controle da pandemia.

Porém, especialistas alertam que talvez não seja bem assim e pedem que os cuidados sejam mantidos.

Principalmente porque o Imperial College leva em conta, também, os dados oficiais do País, que estão totalmente comprometidos por conta de problemas no sistema que fizeram com que vários estados, inclusive São Paulo, o mais atingido pelo coronavírus, não conseguissem atualizar as informações, nos últimos dias.

Também por isso, é possível que ainda haja dados represados do fim de semana prolongado por conta do feriado de Finados, situação na qual há menos equipes de saúde de plantão e os registros demoram mais pra entrar no sistema.

Na semana anterior, quando o RT, no Brasil, foi de 1,01, 100 pessoas contaminadas transmitiam o vírus pra mais 101, que transmitiam pra mais 102, e por aí vai, sempre com a transmissão para um número maior de pessoas, o que indica a possibilidade de a pandemia sair do controle.