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Taxa de letalidade da UTI covid da Santa Casa de São Carlos é menor que a média nacional dos hospitais particulares

Com Informações  e fortos da Assessoria de Imprensa da Santa Casa de São Carlos – 04/06/2021 

Menos de 3 em cada 10 pacientes diagnosticados com a doença faleceram no hospital

 

A “mãozinha do amor” é uma das práticas adotadas na UTI COVID da Santa Casa nos cuidados com os pacientes

 

04 de junho de 2021 – A taxa de letalidade na UTI COVID Adulto da Santa Casa de São Carlos, em abril, foi de 28,3%. Isso quer dizer que, menos de 3 em cada 10 pacientes diagnosticados com COVID-19 e que foram atendidos no hospital, faleceram por causa da doença nesse período (em abril, 106 pacientes com COVID-19 foram atendidos no hospital; desses, 30 faleceram). O índice é menor que a média brasileira, inclusive entre os hospitais particulares. No mesmo período, a média de letalidade dos hospitais públicos brasileiros foi de 55,9%. E das instituições privadas, foi de 31,7%.

 

Outro dado que chama a atenção é o tempo de permanência nos leitos de UTI. Quanto menos tempo o paciente fica internado, isso indica que melhor foi a resposta que ele teve ao tratamento dado pela equipe de profissionais de saúde. Na Santa Casa, em média, os pacientes ficaram internados por 7 dias na UTI COVID Adulto. A média dos hospitais privados brasileiros foi de 12,8 dias e dos hospitais públicos brasileiros foi de 13,1 dias.

Os dados são do Projeto UTIs Brasileiras – Registro Nacional de Terapia Intensiva, uma parceria da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e a Epimed Solutions (empresa de desenvolvimento de sistemas para o atendimento hospitalar). 1.322 hospitais  de 162 cidades brasileiras participam desse programa, que tem como objetivo ajudar na orientação de políticas de saúde e estratégias para melhorar o cuidado dos pacientes críticos no país.

Para preparar a equipe para o enfrentamento de uma nova doença que ainda desafiava as autoridades médicas e sanitárias, a Santa Casa, em 2020, investiu pesado em treinamento do corpo clínico e da equipe multidisciplinar. Foram quase 2 mil horas de capacitação. Além disso, 6 novos protocolos de atendimento foram implantados no hospital para o tratamento dos pacientes COVID e 10 novos fluxos de atendimento também foram implementados (suplementação de oxigênio em pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-1; intubação orotraqueal para casos suspeito ou confirmado de COVID-19; luxo de internação – paciente adulto e paciente pediátrico).

 

Leitos de UTI COVID Adulto da Santa Casa de São Carlos

 

Para a infectologista e coordenadora da UTI COVID Adulto, Carolina Toniolo Zenatti, esse conjunto de fatores, aliado à integração e coesão da equipe que vem trabalhando durante mais de um ano no enfrentamento da COVID-19, explica os resultados apontados. “Quando a pandemia começou, foi um grande desafio para todos nós. Ao longo desse mais de um ano, além do investimento em treinamento e capacitação, contamos com a dedicação ilimitada de todos os profissionais de saúde e da Instituição, que não mediram esforços para oferecer o melhor atendimento aos nossos pacientes”, comenta.

 

“Mesmo com todas as dificuldades, com o desabastecimento nacional de anestésicos e com o déficit de profissionais, conseguimos oferecer um excelente atendimento aos pacientes que ficaram internados na UTI COVID. Isso é resultado de um esforço coletivo da Instituição e mostra que estamos no caminho certo”, afirma o infectologista e Diretor Técnico da Santa Casa, Vitor Marim.