Queda da cobertura vacinal contra HPV representa risco de aumento de casos de câncer

Da Redação – 24/02/2023

 

A cobertura vacinal contra o HPV apresenta queda nos últimos anos no Brasil. Em 2019, 87,08% das meninas entre 9 e 14 anos de idade receberam a primeira dose da vacina. Em 2022, a cobertura caiu para 75,81%. Entre os meninos, a cobertura caiu de 61,55% em 2019 para 52,16% em 2022.

Os dados são do Ministério da Saúde que alerta que a queda nos índices de vacinação contra o vírus representa uma ameaça, que pode levar ao aumento no número de casos da doença e de cânceres que podem ser evitados.

A vacinação em adolescentes é praticada em mais de 120 países com estudos apontando resultados positivos relativos à prevenção e redução das doenças causadas pelo vírus. Desde 2014, o Sistema Único de Saúde oferece a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes como forma de prevenção para os tipos de vírus 6, 11, 16 e 18, os mais frequentes entre a população.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estudos mundiais comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, e essa porcentagem pode ser ainda maior em homens. A estimativa é de que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada por HPV.

Na maioria dos casos, a infecção por HPV é silenciosa. O vírus pode permanecer latente por tempo indeterminado, sem manifestar sinais visíveis a olho nu ou mesmo sintomas internos. Em grande parte dos casos, o próprio sistema imunológico é capaz de combater o vírus antes do surgimento de sintomas.