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Quadro leve e sem sintomas coloca crianças e adolescentes no fim da lista de vacinação contra a Covid-19

Por Agência Rádio 2 – 28/12/2020

 

Muita gente se surpreendeu, no início da vacinação contra a Covid-19 no Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, ao ver bebês, crianças e adolescentes fora do calendário de imunização.

A explicação dos cientistas parte do início da trajetória para desenvolvimento de uma vacina, geralmente com foco no grupo mais sensível às contaminações.

Aqueles que mais adoecem, os que mais morrem ou que mais transmitem.

Num primeiro momento, o objetivo é reduzir o número de internações nos hospitais e evitar mortes, explica a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Por isso também os testes começam com voluntários do público-alvo.

Foi o que aconteceu com a vacina da Pfizer, a mais avançada e primeira a ser liberada, no início de dezembro, com prioridade para idosos, profissionais de saúde e outros grupos vulneráveis.

Os testes com voluntários de 12 a 15 anos só começaram em outubro, o que não permite uma avaliação precisa das reações do organismo nesse grupo.

Não há dados sobre segurança e eficácia.

Especialistas explicam que o organismo infantil reage de forma diferente da do adulto e, em alguns casos, precisam de mais doses de uma vacina para determinadas doenças.

Outro fator apontado é que quanto mais grupos de voluntários, mais tardio é o resultado do estudo.

Na prática, a vacinação de adultos evita a forma grave da doença e pode reduzir a possibilidade de transmissões.