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Parolin: orgulhoso do testemunho de fé dos católicos chineses

Por Silvonei José – Vatican News – 13/08/2021
Em entrevista a um jornal online do Trentino, onde está de férias, o cardeal secretário de Estado fala de alguns temas de atualidade: das relações com a China à recuperação do Papa após a operação (“ele tem uma fibra forte”), até a estima que tem pelo presidente italiano Mattarella, que chega ao final de seu mandato.

Em meados de agosto, as agendas dos líderes estão fechadas ou em lenta atualização, mas não saem de férias. Assim, pode acontecer que mesmo longe dos escritórios e dos holofotes habituais do seu cargo, o primeiro colaborador do Papa se encontre atualizando sobre temas de importância internacional. Foi o que aconteceu ao cardeal Pietro Parolin, entrevistado pela La Voce del Nordest, uma publicação web da região do Trentino, onde o secretário de Estado passou alguns dias de descanso em meio às paisagens da Conca di Primiero.

China, evolução do diálogo

Entre as principais questões abordadas pelo cardeal estava a relação com a China. “Estamos sempre em fase de diálogo”, disse, lembrando o histórico Acordo com Pequim assinado em 2018 e renovado em 2020 por mais dois anos. A pandemia, observou o cardeal Parolin, “também afetou este âmbito”, tornando mais difícil o confronto, “no entanto”, continuou, “esperamos o mais rápido possível poder retomar os encontros e tratar de muitas outras questões que estão sobre a mesa e que dizem respeito à vida da Igreja Católica na China”. O secretário de Estado expressou sua admiração pelos católicos do grande país asiático, assim como sua proximidade na oração: “Estamos orgulhosos do testemunho de fé que eles dão. Esperamos que sejam sempre bons cidadãos e bons católicos”, que “expressem também esta dupla dimensão em suas vidas concretas”.

A mensagem do Papa abre horizontes para o mundo

Aos meses seguintes ao Acordo com a China remonta a frase que o cardeal Parolin pronunciara em uma entrevista, quando em meio às críticas dirigidas ao Papa por sua abertura ao Oriente o purpurado disse: “O Ocidente terá que pedir desculpas a Francisco”. Ao pedido para retornar a essa declaração, o secretário de Estado observou que “o anúncio evangélico que o Papa Francisco faz ressoar continuamente em suas palavras,” talvez nem sempre seja “de fácil aceitação, também a sua proposta, sua mensagem”. No entanto, repetiu, “o Papa está realmente apontando um caminho, sobretudo fez com a Fratelli tutti após a pandemia, que pode realmente nos ajudar a sair do marasmo em que nossa sociedade se encontra e nos colocar no caminho da construção de um mundo novo, de um mundo melhor”.

Parolin com o presidente Mattarella (foto arquivo)
Parolin com o presidente Mattarella (foto arquivo)

A saúde do Papa, a estima pelo presidente Mattarella

Uma pergunta a respeito sobre saúde de Francisco após a operação a que ele foi submetido no Hospital Gemelli em 4 de julho. Ele está se recuperando lentamente”, disse, “leva tempo também para ele”, mas “acho que ele está se recuperando bem”. Ele tem uma fibra forte. Isto é demonstrado pelos compromissos assumidos, as audiências e também a viagem prevista para setembro com etapas na Hungria e Eslováquia”. O cardeal Parolin prosseguiu expressando sua “gratidão” e “afeição” pelo presidente italiano Sergio Mattarella, que se aproxima do final de seu mandato de sete anos: “É sempre uma alegria para mim encontrá-lo, justamente pela alta estatura moral e espiritual que ele expressa e pela missão que realizou nestes anos”, especialmente os últimos, mais difíceis, nos quais “ele soube verdadeiramente mostrar o melhor da Itália e dar indicações muito, muito adequadas para a solução dos problemas”.

Uma nota final diz respeito aos próximos compromissos do cardeal Parolin, incluindo uma iminente viagem à Lituânia para a ordenação do novo núncio apostólico na Ucrânia.