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Oração a Santa Rosa de Lima

Oração a Santa Rosa de Lima para pedir a fortaleza espiritual

Santa Rosa de Lima, pequena rosa do Peru, tu que soubeste amar verdadeiramente Jesus com um coração generoso e depreciaste as vaidades deste mundo para abraçar-te à sua cruz desde a tua mais terna infância; Tu que entendeste que em meio às tribulações vêm as graças concedidas por Nosso Senhor e que são a verdadeira escada ao Céu; Faze com que amemos como tu, a Jesus e Maria, e a Santa Cruz, brindando este grande amor aos mais desvalidos, aos que necessitam de nossa misericórdia, de consolo, servindo-os como se fosse ao mesmíssimo Jesus. Intercede por nossas pobres almas para que, pela graça de Deus, levemos nossa cruz com alegria. Ensina-nos a imitar tuas virtudes para que, seguindo teu exemplo, possamos gozar de tua amorosa proteção junto a Nossa Mãe Maria em todo nosso caminhar até o Céu, para ali dar glória a Deus pelos séculos dos séculos. Amém.

A história de Santa Rosa de Lima

Nascida em Lima, Peru, no ano de 1586, Rosa era a terceira filha de um casal espanhol que já fora rico, mas empobrecera ao fracassar numa empresa de mineração. A jovem cresceu trabalhando na terra e na costura até altas horas da noite para ajudar no sustento da família. Como cultivava rosas e as vendia no mercado, é tida como padroeira das floristas. Tocava viola e harpa, tinha voz doce e melodiosa, era muito bela e, considerada como uma das moças mais virtuosas e prendadas de Lima, havia muitos jovens ricos e distintos que a pretendiam como esposa.

Por amar a Cristo, no entanto, e apesar do desejo contrário dos pais, Rosa fez voto de castidade e tomou os hábitos da Ordem Terceira Dominicana. Construiu uma cela estreita e pobre no fundo da casa dos pais e começou a viver em penitência, com jejuns e dolorosos cilícios. Extremamente bondosa e caridosa, servia em especial a índios e negros, principalmente quanto estavam doentes.

Segundo relatos, inclusive do seu confessor, o frei Juan de Lorenzana, Rosa recebeu de Deus o dom dos milagres. Era visitada pela Virgem Maria e pelo Menino Jesus, que repousou certa vez entre seus braços e a coroou com a grinalda de rosas que se tornou seu símbolo.

Conta-se que tinha constantemente junto a si o seu Anjo da Guarda, com quem conversava. Ainda em vida, foram-lhe atribuídos muitos favores, milagres de curas, conversões, propiciação de chuvas e até o impedimento da invasão de Lima por piratas holandeses em 1615.

Mas nunca lhe faltou a cruz: duras incompreensões, perseguições e, nos últimos anos de vida, dores agudas na prolongada doença que a levou à morte em 24 de agosto de 1617, aos meros 31 anos de idade.

Suas últimas palavras foram “Jesus está comigo!”.

Seu sepultamento foi muito sentido e seu túmulo tornou-se palco de milagres, assim como os lugares onde vivera e trabalhara por Deus.

Foi a primeira santa canonizada das Américas e é padroeira da América Latina.

Sobre ela, disse o Cardeal Joseph Ratzinger, ainda antes de se tornar o Papa Bento XVI:

“De certa forma, essa mulher é uma personificação da Igreja da América Latina: imersa em sofrimentos, desprovida de meios materiais e de um poder significativos, mas tomada pelo íntimo ardor causado pela proximidade de Jesus Cristo” (Homilia no Santuário de Santa Rosa de Lima, Peru, em 19 de julho de 1986).