Operação Hefesto cumpre mandado de prisão em São Carlos

Na manhã de quinta-feira (1), a Polícia Federal deflagrou a Operação Hefesto com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar crimes de fraude em licitação e lavagem de dinheiro em Alagoas. Cerca de 110 policiais e 13 servidores da Controladoria-Geral da União participaram da ação, cumprindo 27 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades.

Os mandados foram cumpridos em 16 endereços na cidade de Maceió, oito em Brasília, um em Gravatá (PE), um em São Carlos e um em Goiânia. Além disso, foram executados dois mandados de prisão temporária em Brasília. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas.

De acordo com as investigações, os crimes teriam ocorrido entre 2019 e 2022, durante processos licitatórios, adesões a atas de registro de preços e celebrações contratuais relacionadas ao fornecimento de equipamentos de robótica para 43 municípios alagoanos. Os recursos utilizados seriam provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Além das buscas e apreensões, também foi determinado o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados no valor de R$ 8,1 milhões. Além disso, foram suspensos os processos licitatórios e contratos administrativos celebrados entre a empresa investigada e os municípios alagoanos que receberam recursos do FNDE para aquisições de equipamentos de robótica.

A Polícia Federal estima que as fraudes e o superfaturamento tenham gerado um prejuízo ao erário de R$ 8,1 milhões, além de um sobrepreço com danos potenciais de R$ 19,8 milhões. A investigação seguirá para apurar a extensão dos danos causados e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

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