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Óleo, arroz e tomate puxam o custo de vida e o IGP-M, usado pra reajustar os alugueis

Por Umberto Ferretti, da Agência Rádio 2

 

Custo de vida do brasileiro volta a subir.

É o que mostra o Índice Geral de Preços–Mercado, o IGP-M, de outubro, apurado pela Fundação Getúlio Vargas.

A alta média nos preços cobrados dos consumidores foi de 0,77 por cento.

Em todos os setores, os produtos e serviços ficaram mais caros, com destaque, mais uma vez, para os alimentos.

Entre os vilões, estão óleo, arroz e tomate, com altas entre 11 e 23 por cento.

Isso acontece porque a demanda por vários itens cresceu, com o pagamento do auxílio emergencial, que levou mais gente ao supermercado.

Num momento em que a seca derrubou a produção de alguns itens, no campo, e as exportações em alta fizeram sobrar menos mercadoria para o Brasil.

Destaque negativo, ainda, para a passagem de avião, que ficou 33 por cento mais cara.

Até porque a reabertura econômica e a retomada do setor de turismo fizeram muita gente voltou a viajar.

No geral, o IGP-M como um todo, que também leva em conta as despesas da indústria e da construção civil, por exemplo, não só os preços cobrados do consumidor, disparou 3,23 por cento.

O que preocupa muito inquilino, já que o indicador é usado como base para o reajuste de boa parte dos contratos de aluguel, no País.

No acumulado do começo do ano pra cá, o avanço chega a 18 por cento.