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O professor tá on: Pandemia muda a forma de educar no Brasil

Por Agência Rádio 2 – 30/03/2021

 

São muitos os desafios impostos pela pandemia ao sistema de educação.

Aqui no Brasil, quando a crise sanitária se agravou, ainda nos primeiros meses de 2020, e os governos locais adotaram medidas restritivas para conter o coronavírus, as aulas presenciais foram suspensas, sem preparo ou planejamento, em grande parte do país.

Alunos e professores perderam o tão valioso contato olho a olho e foi necessário encontrar caminhos para reconectá-los com a ajuda da tecnologia que, nas palavras do coordenador de projetos do Tosos Pela Educação, Ivan Gontijo, ‘virou de cabeça pra baixo’ a forma de educar:

SONORA – “Antes da pandemia, as escolas brasileiras ainda eram muito analógicas, baixa penetração das tecnologias, Era muito raro inclusive ter sinal de wi-fi disponível pra estudantes e professores. Esse tema também não era tratado na formação de professores então, de modo geral, a gente tinha uma escola bastante afastada das tecnologias.  Com a pandemia e o fechamento das escolas, a tecnologia entrou de certa forma abrindo a porta de um jeito um pouco abrupto na educação, né, porque o fechamento das escolas virou de cabeça pra baixo a forma com que a gente fazia educação e a tecnologia passou a cumprir um papel mais importante. “

Foi graças à tecnologia que o Paraná, por exemplo, conseguiu educar, em 2020, 90% da rede, cerca de um milhão de alunos, de maneira 100% online.

A aposta do estado em uma ampla estrutura para alcançar o maior número possível de estudantes foi mapeada pelo projeto Educação Que Dá Certo, uma iniciativa do Todos pelo Educação que analisa e dissemina bons exemplos de políticas educacionais pelo Brasil.

O diretor de Tecnologia da Secretaria de Educação do Paraná, Gustavo Garbosa, detalha o trabalho realizado.

SONORA – “A gente preparou um aplicativo em que os alunos baixavam e conseguiam baixar essas aulas com gratuidade de dados, portanto, a gente fez contratos com as operadoras de telecomunicações; nós também implantamos toda plataforma do Google, o Google Meet para os alunos terem aulas síncronas ao vivo com os seus para os seus professor e o Google Classroom, que é a componente do Google que permite essa interação, a construção das atividades, das aulas, a publicação dos conteúdos de forma centralizada e todo esse controle do professor em termos de entrega de atividade, devolutiva do aluno, nota do professor. Nós transmitimos as aulas também no Youtube e na TV aberta. A gente apostou nesses vários canais digitais justamente para a gente alcançar o maior número de alunos.”

Atrair e reter a atenção dos alunos em ambiente virtual, no entanto, não é tarefa fácil e nem todos os professores estavam preparados para essa missão.

Por isso, o Paraná também investiu na capacitação dos docentes para lidar com as novas ferramentas: um curso feito de professores para professores, batizado de Formadores em Ação.

A coordenadora do grupo, Gilmara Weingartner, diz que, somente no ano passado, 8 mil professores da rede de ensino do Paraná participaram da formação à distância e aprenderam formas de tornar suas aulas cada vez mais significativas no ambiente remoto:

SONORA – “Cada roteiro que nós trazemos para formação, nós percebemos que nossos professores dominam mais as tecnologias e compreendem ainda mais os conceitos que são explorados. Esse entendimento, essa compreensão, torna a aula do nosso professor cada vez mais significativa. Nós observamos que é um contínuo desenvolvimento dos nossos professores no letramento digital.

Apesar das dificuldades de atingir todos os estudantes e de proporcionar uma aprendizagem mais lenta, o ensino remoto tem sido desde 2020 uma alternativa para manter alunos, professores e escolas mais próximos em meio ao isolamento social.

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