Marcelo Bratke e Camerata Brasil se apresentam na Basílica São Bento em Araraquara

O projeto “Marcelo Bratke e Camerata Brasil – Clássicos Brasileiros” terá apresentação única em Araraquara na próxima quinta-feira (7), na Basílica São Bento, e pretende revelar ao público o nosso país que foi idealizado em canções de Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Caymmi e Tom Jobim.

Marcelo Bratke criou a Camerata Brasil em 2007, em Vitória, no Espírito Santo. Através da arte, ele passou a pensar no desenvolvimento social e a dar oportunidades para que, através da música, estudantes tivessem uma chance de aprimoramento profissional a partir de regiões vulneráveis. Juntos, eles realizaram turnês no Brasil, Argentina, Inglaterra, Alemanha, França, Holanda, Irlanda, Sérvia, Bósnia, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos.

Percorrendo os caminhos antes desbravados por estes compositores brasileiros, o pianista Marcelo Bratke e a Camerata Brasil se apresentaram no Carnegie Hall, em Nova York. E receberam elogios do crítico do jornal “The New York Times”, Allan Kozinn: “A interação de Marcelo Bratke com estes jovens músicos deu vida nova à obra de Villa-Lobos.”

“São pessoas que vêm de realidades completamente diferentes e desse esforço nasce uma relação pessoal, nasce uma amizade, um intercâmbio cultural onde não só eles aprendem, mas eu aprendo com eles. Eles têm uma riqueza enorme para me passar”, conta Marcelo Bratke.

No palco, cada um estará vivendo a sua própria história de superação. E Marcelo Bratke também tem a sua. Com problemas de visão que só foram superados com uma cirurgia aos 44 anos, ele encontrou na música uma forma de expressão, mas principalmente a sua maneira de ver o mundo.

O concerto da série “Marcelo Bratke e Camerata Brasil – Clássicos Brasileiros” acontece na quinta-feira, dia 7 de dezembro, na Basílica São Bento às 19h.

Entre as obras mais famosas que serão apresentadas por Marcelo Bratke e a Camerata Brasil estão: “Trenzinho Caipira”, de Villa-Lobos, “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth, “É Doce Morrer no Mar”, de Dorival Caymmi, e “Garota de Ipanema”.

Segundo Marcelo Bratke, os quatro compositores são um resumo da história da Camerata Brasil. Uma linha do tempo que nasce em Ernesto Nazareth, passa por Villa-Lobos, vai para Dorival Caymmi e Tom Jobim.

“Villa-Lobos foi o pai de todos os compositores. Ernesto Nazareth era um compositor naif, mas que era inspirado pela música clássica, ou seja, compositores eruditos com alma popular. E vai para os compositores populares com espírito erudito, que são justamente Dorival Caymmi e Tom Jobim. Caymmi ouvia insistentemente Debussy, ele adorava música clássica. E Tom Jobim queria ser pianista profissional, concertista”, afirma Marcelo Bratke, já dando uma ideia da verdadeira aula magna que será essa série de concertos.

 

MARCELO BRATKE E CAMERATA BRASIL – CLÁSSICOS BRASILEIROS

07/12 (quinta-feira)

Araraquara 

Basílica São Bento

Rua Padre Duarte, 1308 – Centro – Araraquara/SP

19h – Concerto

Não há necessidade de reserva de ingressos.