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Estudo da USP São Carlos, sugere intervalo menor entre vacinas em regiões com prevalência da variante Delta

Da Redação – 24/08/2021

 

Estudo realizado pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cemeai), da USP São Carlos, sugere que em regiões com prevalência da variante Delta do novo coronavírus, o intervalo entre as doses da vacina precisa ser menor do que 12 semanas. a medida ajudaria em um controle mais efetivo da pandemia.

O modelo matemático usa dados preliminares da vacina da Astrazeneca para a variante Delta. A ferramenta foi descrita em artigo publicado em revista internacional. A tecnologia projeta o intervalo ideal entre as duas doses para o controle da pandemia, tudo a partir dos dados de eficácia. O desenvolvimento da tecnologia foi feito pelo grupo Modcovid-19, que integra pesquisadores da Unicamp, Fundação Getúlio Vargas e USP.

O trabalho do Modcovid-19 mostra que vacinas com menos de 50% de eficácia na primeira dose precisam de um intervalo menor de aplicação do que vacinas com taxas de eficácia maiores. Alimentada com estudos prévios sobre eficácia dos imunizantes, a tecnologia indica quando é possível adiar as doses e quando se atinge o máximo possível de proteção. Agora, com o avanço da variante Delta em algumas regiões do Brasil e do mundo, as estratégias de vacinação podem ser revistas a partir desse modelo.