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Esquema informal de obtenção de recursos do MEC configura crime; ministro foi gravado negociando verbas

Por Agência Rádio 2 – 23/03/2022

 

O site jornal Folha de São Paulo divulgou, nesta semana, áudio polêmico de uma conversa do ministro da Educação, Milton Ribeiro, com prefeitos.

Na gravação, Ribeiro afirma que a pasta prioriza, no repasse de verbas da Educação, municípios indicados por dois pastores e que faz isso a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o jornal, tratam-se dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura que, desde janeiro do ano passado, têm negociado com municípios a liberação de verbas para obras de creches, escolas, quadras ou compra de equipamentos de tecnologia, de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Em um dos trechos do áudio divulgado, Milton Ribeiro diz “Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar” e acrescenta mais adiante “Foi um pedido especial que o presidente da República fez pra mim”

O advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho afirma que o caso é gravíssimo e motivo para a demissão do ministro do cargo.

No entanto, Botelho não acredita que o caso será tratado com a seriedade que merece:

SONORA

Flagrante que, de acordo com o criminalista, configura crime

SONORA

Segundo levantamento feito pelo jornal Estadão, Gilmar Santos e Arilton Moura, se se apresentam como apresentam como presidente e assessor da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e não têm cargo oficial no governo, estiveram presentes em pelo menos 22 agendas oficiais do Ministério da Educação desde o começo de 2021; em 19 delas o ministro Milton Ribeiro também compareceu.