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Dificuldade de acesso à Educação na pandemia afeta principalmente os mais vulneráveis

Por Agência Rádio 2 – 29/01/2021

 

O Brasil tinha cinco milhões e meio de crianças e adolescentes fora da escola ou sem realizar qualquer atividade escolar, em outubro do ano passado.

O número foi divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, que alerta para o crescimento das desigualdades, com a pandemia.

A entidade afirma que os estudantes vulneráveis são os mais afetados e que a situação se reflete em atraso na idade escolar e abandono dos estudos.

De acordo com o Unicef, a principais vítimas do problema são os meninos, os negros, os indígenas, as crianças e jovens com deficiência e os moradores de áreas rurais, principalmente do Norte e Nordeste.

Em outubro de 2020, um milhão 380 mil estudantes com idades entre seis e 17 anos não tinham aulas presenciais e nem remotas no País.

O percentual é de três vírgula oito por cento e é quase o dobro da média de 2019, de dois por cento.

Entre os alunos que tiveram aulas à distância, mais de quatro milhões não tiveram acesso às atividades escolares.

Para realizar o levantamento, o Unicef utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad Contínua do IBGE.

A estimativa do órgão é que mais de cinco milhões e meio de crianças e adolescentes tiveram o acesso à educação negado em 2020 no Brasil.