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Dia do Nascituro encerra a celebração da Semana da Vida

O Dia do Nascituro encerra a celebração da Semana da Vida. Bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Ricardo Hoepers conta que o balanço desta semana foi muito positivo.

“Vemos com clareza que o trabalho em defesa e promoção da vida está aumentando no país. As pessoas estão se conscientizando do valor da vida, da importância de defender a vida nos momentos mais vulneráveis, como é o caso do nascituro, e também agora um despertar maior para a questão do final da vida”. – Dom Ricardo Hoepers

Celebrar o nascituro é, de acordo com Dom Ricardo, uma grande conquista que o Brasil conseguiu trazer para toda a sociedade, especialmente por uma pressão que foi realizada pelos grupos pró-vida, pela Igreja Católica e também por algumas outras igrejas não católicas, mas que têm a mesma mentalidade pró-vida e compreendem a importância de evitar a ideologia de que o aborto é um sinal do direito e do progresso.

“O Brasil tem despertado para isso e mostrado essa perigosa agenda global na questão da liberação do aborto em algumas nações, o estrago que essa liberação trouxe para esses países. Muitos deles estão revendo suas leis e o Brasil continua com esse debate, infelizmente temos grupos muito fortes defendendo a cultura da morte e a defesa do aborto, mas por outro lado vemos também que o Dia do Nascituro, a Semana da Vida, o Dia da Família, a Semana da Família e muitas outras iniciativas durante todo o ano estão mostrando uma mentalidade pró-vida que vem crescendo em todo o país”, destacou.

O bispo defende que a vida do nascituro deve ser defendida e cuidada desde o momento da concepção. “Entendemos claramente a necessidade de promover este direito fundamental que é o direito de nascer, o direito que abre a porta para todos os demais direitos. Isto está previsto na constituição, ‘a vida é inviolável’, isso está dentro das normativas do país e nós precisamos promover cada vez mais o Dia do Nascituro como uma grande conquista dos direitos da pessoa humana”.

Muito mais que teorias, a Igreja tem propostas, explica Dom Ricardo. O bispo conta que a Igreja tem muitas propostas e testemunhos de que, de fato, é possível cuidar da vida desde o início, desde a fecundação.

“É importante destacar as casas pró-vida, mais de 40, que acompanham mães que estão em dúvida, ou em crise, que acolhem mães e as acompanham até o dia do nascimento. Casas das mais diversas atividades e que trazem um benefício muito grande, um suporte psicológico, afetivo, espiritual para essas mães e que significa um grande passo para a Igreja, pois estamos saindo da defesa moral, que é importante e fundamental, para irmos para o testemunho, para a prática pastoral”.

Nesses tempos difíceis, Dom Ricardo frisa que a vida fica mais vulnerável, por isso é preciso a clareza de que é uma área que jamais pode-se “abaixar a guarda”. “Temos que ser sentinelas, liberar esse eclipse, esse nevoeiro, essa situação que quer esconder ou manipular a vida, torná-la um objeto, esconder a verdade das coisas, mudar inclusive o conceito das palavras. (…) Nesses tempos de pandemia, de crise econômica, social, temos que investir muito mais. É uma batalha a longo prazo, cada dia é um passo a mais na conscientização da defesa da vida”.

Com informações do Portal da CNBB