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Curiosidades Olímpicas; A História do Surfe

Por Erica Roveder – Arte Léo Neves – 29/07/2021

 

A História do Surfe

Acredita-se que o surfe começou com polinésios que viviam no Havaí e no Taiti. Entretanto, foi popularizado por Duke Kahanamoku, havaiano que conquistou três medalhas de ouro na natação nos Jogos de Estocolmo 1912 e Antuérpia 1920 — quando competiu pelos Estados Unidos.

Kahanamokué considerado “o pai do surf moderno” e plantou a semente para a futura inclusão nas Olimpíadas, expressando esse sonho ao receber sua medalha no pódio em 1912, na capital sueca.

Muito tempo depois, já em 2016, o desejo do atleta foi finalmente realizado: o Comitê Olímpico Internacional reconheceu o surfe como esporte olímpico e, agora, faz sua estreia em Tóquio 2021.

Formato Olímpico

Ao todo, 40 surfistas — 20 homens e 20 mulheres — vão ao Japão para tentar uma medalha inédita. Cada país pode levar, no máximo, quatro representantes.

Nas competições olímpicas, o formato passará por rodadas iniciais e principais, que levam para decisões de ouro e bronze. As iniciais terão baterias de quatro e cinco atletas, e as principais terão baterias de dois participantes — em que o vencedor avança para a próxima rodada e o perdedor é eliminado.

Normalmente, a duração de uma bateria é de 30 minutos e decidida pelo diretor técnico, dependendo das condições do dia. Neste tempo, cada atleta terá permissão para surfar no máximo 25 ondas e, assim, duas dessas ondas de maior pontuação serão contabilizadas na bateria total.

Um painel de cinco juízes avaliará cada corrida com base nos critérios de julgamento. Esses critérios refletem a definição de bom surfe e são baseados nos elementos de comprometimento e grau de dificuldade, manobras inovadoras e progressivas, combinações, variedade e velocidade, potência e fluxo. Em vez de surfar o maior número de ondas possíveis ou realizar uma grande quantidade de manobras, os atletas são seletivos na escolha das ondas.

As manobras não têm pontuação prescrita eo acúmulo de pontos depende da aplicação geral dos critérios a cada corrida inteira.

Muitas vezes, a manobra definitiva para os surfistas é o barril onde o surfista desaparece e cavalga dentro da parte oca da onda — mas isso também é pontuado de acordo com vários fatores técnicos e com base na qualidade.

 

Atletas Brasileiros do Surfe

 

Ítalo Ferreira

Ítalo nasceu em uma família humilde na cidade de Baía Formosa, RN e começou a surfar usando como prancha a tampa da caixa de isopor onde seu pai, na época pescador, guardava os peixes.

 Ítalo ferreira é um surfista profissional brasileiro que está na ASP World Tour (Liga Mundial de Surfe) desde 2015. Em 2019 já havia sagrado-se campeão do WSL, o maior campeonato mundial de surfe. Venceu a grande final em Pipeline, no Havaí, contra o bicampeão Gabriel Medina, tornando-se o terceiro brasileiro a vencer o campeonato mundial. Conquistou o quarto título para o Brasil na competição. Ítalo Ferreira tem ainda em seu histórico dois títulos do campeonato de juniors, sendo campeão do Quiksilver Pro Rio Junior e do Mormaii Pro Junior e Garopaba, ambos no Brasil. Em 2014 foi campeão da Supersurfe, sendo considerado o campeão brasileiro, e foi o vice-campeão no Moche Rip Curl Pro Portugal, foi campeão da etapa de Keramas, assumindo a liderança do circuito.

Em 27 de julho de 2021, aos 27 anos de idade, Ítalo Ferreira conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas 2020 em Tóquio. Foi o ano de estreia do surfe como esporte olímpico. Também foi a primeira medalha de ouro do Brasil na edição. Na etapa final da competição ele venceu o japonês Kanoa Igarashi por 15,14 contra 6,60 numa bateria que começou tensa, com Ítalo quebrando a prancha, mas conseguindo rapidamente se recuperar e crescer, pegando boas ondas. Em entrevista após receber o título, Ítalo não segurou o choro..

“eu vim com uma frase para o Japão: diz amém que o ouro vem. Eu treinei muito nos últimos meses, mas só tenho que agradecer a Deus por tudo isso. Meu intuito é ajudar as pessoas e as famílias. Eu queria que a minha avó estivesse viva para ver isso. Sou muito feliz pelo que me tornei, pelo que fiz pelos meus pais. Sempre pedi para que esse sonho fosse realizado e ele aconteceu”, declarou Ítalo Ferreira.

Silvana Lima

A brasileira Silvana Lima tentou muito, mas acabou sendo eliminada no surfe feminino para a tetracampeã mundial Carissa Moore, dos Estados Unidos, nas quartas de final da categoria. Com o mar muito calmo, Silvana não conseguiu ondas para trocar suas notas e ficou com 8.30, enquanto a atual número um do ranking teve 14.26.

 

Tatiana Weston-Webb

Forte candidata a uma medalha nas Olimpíadas de Tóquio, a gaúcha Tatiana Weston-Webb foi eliminada no domingo, 25, no surfe feminino, Tatiana foi eliminada pela japonesa Amuro Tsuzuki, que precisou passar pela repescagem para chegar às oitavas de final. A brasileira até começou na frente na bateria, mas acabou sendo superada pela nipônica, que terminou com nota final de 10.33 contra 9.00.

 

Gabriel medina

A participação de Gabriel Medina nas Olimpíadas de Tóquio terminou de forma frustrante. Depois de levar uma virada de Kanoa Igarashi na semifinal e ficar de fora da decisão do ouro, o paulista acabou derrotado por 11.97 a 11.77 pelo australiano owen wirght na disputa do bronze, despedindo-se dos jogos sem medalha.

Gabriel Medina Pinto Ferreira  de São Sebastião, é o surfista profissional brasileiro, mais conhecido por ser o bi-campeão mundial de surf da ASP World Tour de 2014 e 2018, sendo o primeiro brasileiro a vencer um mundial de surf. Ele também é o mais jovem brasileiro a ingressar no seleto ASP World Tour.

Em 2014, aos 20 anos, tornou-se campeão mundial antecipadamente, durante a última etapa do circuito no Havaí, ao ver seus adversários diretos ao título não conseguirem atingir as quartas de final da etapa. Além desta façanha, em 2012, durante um treino, ele foi o segundo surfista do mundo a realizar uma das manobras raras mais difíceis do esporte: o Back Flip (um mortal de costas). Essa manobra foi repetida na competição OI Rio Pro 2016 no dia 14 de maio, sendo assim, o primeiro a realizá-la em uma competição oficial.