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Curiosidades das Olimpíadas: As conquista no Skate e no Vôlei

Por Erica Roveder – 03/08/2021

 

Skate

De todas as modalidades novas no programa olímpico dos jogos de Tóquio o Skate é sem dúvidas a que mais cumpre a cartilha de esporte que irá somar mais juventude no mundo olímpico, algo que o COI (Comitê Olímpico Internacional) está buscando ao inserir novidades no calendário dos jogos.

A criação desta modalidade vem a partir de outra que também fez sua estreia no Japão, o surfe. Pelo menos é o que diz boa parte de seus praticantes ao citar que o esporte foi criado por surfistas californianos na década de 50, que estavam entediados de esperar por boas ondas em épocas de maré baixa, e queriam se divertir também nas calçadas, precisamente na cidade de Los Angeles, que será sede dos futuros jogos olímpicos de 2028.

A estreia olímpica do skate foi na Ariake Urban Sports Park, uma arena com capacidade de 6.000 espectadores em Ariake, bairro do distrito de Koto, em Tóquio. O local também é sede das disputas de BMX, tanto o Racing quanto o Freestyle.

O Brasil foi e ainda será bem representado na competição, com uma delegação de 12 atletas que participaram e vão disputar o ouro nas duas modalidades olímpicas: o Park e o Street.

A disputa do Street simula uma situação de rua, na qual o skatista precisa realizar suas manobras entre escadas, corrimãos e meios-fio.

E as disputas contou com os atletas Pâmela Rosa, Rayssa Leal, Letícia Bufoni, Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo, Giovanni Vianna no Street.

Na modalidade Street o Brasil conquistou 2 medalhas de prata. A primeira foi conquistada pelo skatista Kelvin Hoefler, que trouxe a prata após realizar uma manobras espetacular sob um corrimão de uma escada.

Já a segunda medalha foi conquistada pela Rayssa Leal, mais conhecida como fadinha, pois tem apenas treze anos o que a tornou a atleta mais nova a disputar os jogos olímpicos. E Rayssa tem um futuro promissor no esporte e não pretende parar, e quer alcançar mais medalhas.

Já na modalidade Park, o atleta deve realizar manobras em um circuito sinuoso que lembra uma piscina vazia. E tem início na noite do dia 3 e 4 de agosto.

O time brasileiro vai contar com Isadora Pacheco, Dora Varella, Yndiara ASP, Pedro Quintas, Luiz Francisco e Pedro Barros.

E toda nossa torcida para esse time.

 

Tênis 

O Brasil só começou a participar do tênis na edição de Seul-1988, quando o tênis retornou ao programa olímpico.

Desde aquela edição o Brasil nunca mais deixou de classificar atletas para os jogos olímpicos. Nosso melhor resultado entre todas as modalidades do tênis aconteceu na edição de 1996 com, Fernando Meligeni, o fininho, ele avançou até as semifinais no torneio de simples masculino, mas acabou sendo derrotado e se despedindo em quarto lugar.

O Brasil por diversas vezes avançou até as quartas de final em alguns eventos, mas com exceção de Meligeni, nunca conseguimos ir além dessa fase.

Quem também chegou até as quartas de final foi o catarinense Gustavo Kuerten, o guga, na edição de Sydney-2000, mas perdendo e não conquistando medalha.

O Brasil possui uma tradição em duplas muito grande e também acabou batendo na trave algumas vezes nesses torneios. Os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares formam a parceria de maior sucesso do Brasil. Em Londres-2012 a dupla perdeu nas quartas de final. Quatro anos depois uma nova derrota nas quartas de final, dessa vez ainda mais dolorida, já que foi diante da torcida brasileira e em um jogo de três sets.

Após tanto bater na trave, nessas olimpíadas uma conquista inédita e quase inesperada, pois até três dias antes da cerimônia de abertura das olimpíadas de Tóquio, Luisa Stefani e Laura Pigossi não tinham a vaga assegurada nos jogos. Elas estavam em uma espécie de lista de espera e, com uma série de desistências, conseguiram o último lugar na chave de duplas. A viagem para o Japão foi organizada rapidamente, o que não é fácil, principalmente por conta dos protocolos contra a covid-19. E sem adaptação ao fuso-horário e nem a preparação adequada, afinal elas não costumam jogar duplas juntas.

Apesar de todos os contratempos, elas conseguiram fazer um torneio simplesmente espetacular. Jogando muito bem, passaram pelas duplas favoritas até pararem nas suíças na semifinal. Na disputa do bronze, contra Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, salvaram quatro match point seguidos para vencer.

O Brasil já conquistou medalhas surpreendentes em olimpíadas,

Mas nenhuma delas foi tão surpreendente (ou tão saborosa) quanto essa.

Ninguém acreditava nessa medalha, mas duas pessoas acreditavam: Laura e Luisa.

E isso já foi mais que o suficiente.