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Cristãos e hindus juntos para cultivar o espírito de fraternidade

Por Benedetta Capelli – Vatican News – 29/10/2021
Por ocasião da festa do Deepavali, que se realiza em 4 de novembro próximo, o dicastério do Diálogo Inter-Religioso em uma mensagem recorda a importância, em tempos de crise, de trabalhar juntos para levar esperança onde predomina a divisão e a discórdia

Olhar para as nuvens escuras da pandemia e ao seu sofrimento indescritível vendo “os luminosos sinais de solidariedade e fraternidade” para demonstrar que juntos se pode “superar toda a crise com decisão e amor”. Esta é a mensagem do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso por ocasião do festival hindu de Deepavali, o festival das luzes, que se realiza no próximo dia 4 de novembro.

No texto assinado pelo Cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot e Dom Indunil Kodithuwakku Janakaratne Kankanamalage, respectivamente presidente e secretário do dicastério do Vaticano, lemos que “esta festa, mesmo em meio à preocupação e incerteza da pandemia, com as crises planetárias que são sua consequência” pode oferecer alívio na “esperança de um futuro melhor”.

Um sentimento de resignação

Entretanto, não há como esconder as “cicatrizes” causadas pela segunda onda do coronavírus, o “sentimento de resignação, desespero e impotência diante da devastação causada no mundo por vários fatores, que vão desde o terrorismo até a degradação ecológica”. Elementos que criam mal-estar e desespero. Nestes tempos difíceis, não faltaram sinais de luz na solidariedade e assistência aos necessitados, “ainda mais com caráter e responsabilidade inter-religiosos”. “Trazer luz para a vida das pessoas junto com a solidariedade inter-religiosa”, continua, “também confirma a utilidade e o grande recurso que as tradições religiosas representam para a sociedade”.

Levar a luz

Somente na fraternidade, na responsabilidade mútua pela “casa comum”, podemos tentar sair de todo tipo de desespero, de toda crise como “mudança climática, fundamentalismo religioso, terrorismo, hiper-nacionalismo e xenofobia”. Neste contexto, “as tradições religiosas – fonte de séculos de sabedoria – têm o poder de elevar nossos espíritos perturbados”, para nos guiar à esperança. “Portanto, é tarefa dos líderes religiosos e das comunidades cultivar um espírito de fraternidade entre seus seguidores para ajudá-los a caminhar e colaborar com pessoas de outras tradições religiosas, especialmente em tempos de crise e calamidades de todo tipo”. Solidariedade e fraternidade são, portanto, os caminhos a seguir como “crentes enraizados em nossas respectivas tradições religiosas e pessoas que compartilham uma visão de responsabilidade comum para com a humanidade” e para trazer luz para a vida daqueles que se sentem desesperados.