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Cresce o número de devedores em contratos renegociados nos primeiros meses do ano

Por Agência Rádio 2 – 06/04/2021

 

ro de brasileiros que não conseguiram honrar compromissos financeiros cresceu no início deste ano.

Dados de empresas de regularização de crédito, como Serasa e Boa Vista, indicam que, com o fim do auxílio emergencial em 2020, surgiu um novo perfil de devedor: o que perdeu o emprego e não se recolocou.

Além de dívidas contraídas no fim do ano, são também contratos renegociados ou empréstimos que ficaram atrasados por período entre 15 e 90 dias, que aumentaram em janeiro e fevereiro.

São pessoas que não têm histórico de atrasos e dívidas em aberto, mas entraram no vermelho após perder o emprego e não conseguirem recolocação, diz o CEO da fintech Acordo Online, Fernando Modenezi.

Para o sistema financeiro, o tempo de atraso não é considerado inadimplência, mas acende o alerta para um novo ciclo de calotes.

A justificativa dos especialistas é uma conjunção de fatores.

Por exemplo, extensão da carência por até 180 dias para cobrança bancária de créditos atrasados, recursos da ordem de 300 BILHÕES DE REAIS injetados na economia para nova rodada do auxílio emergencial e taxas de juros mais baixas, que contribuíram para renegociação de dívidas.

Com a piora da pandemia, em março, e muitas atividades econômicas suspensas novamente, há indícios de que surja nova massa de devedores.

Segundo o Geoc, instituto que reúne 18 grandes empresas de cobrança, os três primeiros meses do ano tiveram redução entre 20 e 30 POR CENTO nos pagamentos de dívidas renegociadas.

A comparação é com o mesmo período do ano passado.