Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp

Com mais retiradas que investimentos, Tesouro Direto fecha fevereiro no vermelho

Por Agência Rádio 2 – 23/03/2021

 

O Tesouro Direto fechou o mês de fevereiro no vermelho.

Dados sobre o segundo mês do ano, divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, mostram que a compra de títulos, ou seja, os investimentos, perderam para as retiradas.

O dinheiro investido no Tesouro Direto somou 1 bilhão 813 milhões de reais no mês passado e foram feitos resgates no valor total de 1 bilhão, 699 milhões. Assim, houve resgate líquido de 9 milhões e 100 mil reais, o terceiro mês seguido de saída líquida.

O Tesouro Direto é um título emitido pelo governo federal. Basicamente, ele funciona como um empréstimo.

Ao comprar um título do Tesouro Direito, o investidor está emprestando dinheiro para o governo, que devolve o valor com juros, pagando na data de vencimento que foi definida no momento da compra.

Mas nada impede o investidor de tirar o dinheiro antes – nesse caso, o que acontece é que pode haver perdas.

Há alguns anos, o Tesouro vem se popularizando entre os pequenos investidores, já que é tão seguro quanto a Poupança e, em muitas simulações, acaba rendendo mais.

Em fevereiro, os títulos mais demandados pelos investidores foram os indexados à inflação, que são o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais, que representaram, em vendas, 41% do total, em números arredondados.

O título indexado à taxa básica de juros, chamado de Tesouro Selic, correspondeu a 33,5% do total e os prefixados representaram um quarto.