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Com gasolina, carne e batata mais caras, Brasil tem maior inflação desde 2015

Por Umberto Ferretti, da Agência Rádio 2

 

Custo de vida do brasileiro deve fechar o mês de novembro em alta.

Pelo menos o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, avançou 0,81 por cento.

A maior alta para o período desde 2015.

O resultado da pesquisa, feita pelo IBGE, confirma que depois de despencarem, quando a pandemia foi decretada, os preços voltaram a subir. E com força.

No acumulado de março, abril e maio, houve uma queda de 0,58 por cento. Mas entre junho e novembro, o indicador já disparou 2,75 por cento.

Isso aconteceu, basicamente, porque no começo da crise, com muita gente com medo do futuro e o fechamento do comércio e da indústria, as pessoas passaram a consumir menos; aí os preços caíram.

Depois, com a retomada das atividades, parte da população voltou a sair de casa e a gastar; aí os preços subiram.

Um exemplo claro de como isso funcionou fica por conta dos combustíveis. O valor da gasolina caiu em março, abril, maio e junho.

Seja porque aqui tinha menos carro na rua, os postos estavam vazios; ou porque lá fora os grandes compradores de petróleo cortaram os pedidos, já que a mesma coisa aconteceu em várias regiões do mundo.

Agora, tem tanto carro na rua que algumas cidades voltaram a ter congestionamentos. E o preço está em alta desde julho.

Destaque negativo, ainda, para os alimentos.

Isso porque itens básicos, como carne, batata, óleo, arroz e tomate ficaram entre cinco e 33 por cento mais caros, nos últimos dias.

O que pode ter relação com a demanda maior, com mais dinheiro em circulação na economia, por conta do pagamento do auxílio emergencial; e também com questões relacionadas à oferta menor no campo, por conta do clima, e o aumento das exportações, por exemplo, que faz sobrar menos mercadoria para a venda aqui no Brasil.