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Com arroz, óleo, tomate e carne mais caros, inflação de outubro é a maior em 18 anos

Por Umberto Ferretti, da Agência Rádio 2

 

Custo de vida do brasileiro registra o maior aumento, para o mês de outubro, desde 2002.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, apurado pelo IBGE e considerado o indicador oficial de inflação do País, avançou 0,86 por cento.

Destaque negativo para os alimentos, que estão cada dia mais caros, principalmente aqueles itens básicos, como arroz, óleo e tomate, que subiram entre 13 e 18 por cento.

A disparada dos preços dos alimentos, no geral, tem relação com uma série de fatores.

Por exemplo, a produção menor no campo, por causa da seca, o aumento das exportações, com a alta do dólar, e até a demanda maior por aqui, com o pagamento do auxílio emergencial, que botou mais dinheiro pra girar na economia.

Especialistas destacam a recuperação dos preços no setor de vestuário, um dos mais afetados no começo da crise, com o fechamento do comércio e a decisão de muita gente de cortar gastos com roupas.

Mas que agora voltou a se aquecer, com a flexibilização das medidas de isolamento.

E que a inflação só não foi maior porque o setor de educação, que sofre com a suspensão das aulas, registrou queda de preços:

No acumulado de um ano pra cá, o custo de vida do brasileiro já subiu 3,92 por cento.