Cientistas da USP identificam proteína que teria tornado nova variante da Covid mais transmissível

Por Agência Rádio 2 – 07/01/2021

 

Pesquisadores brasileiros apontam qual é o mecanismo que torna a nova variante da Covid-19 mais transmissível.

Estudo conduzido na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, no interior paulista, revela que o coronavírus que sofreu a mutação possui uma proteína chamada spike em sua estrutura.

Essa proteína interage com um receptor das células humanas que serve de porta de entrada para o vírus em nosso organismo.

De acordo com o G1, os cientistas utilizaram a bioinformática para avaliar a força de interação da cepa original da Covid com o receptor, e comparar com a da nova variante.

Os resultados mostraram que a versão do coronavírus descoberta no Reino Unido possui uma força muito maior, o que pode ser a causa dela ser mais transmissível.

A mudança no material genético do vírus gerou uma troca de aminoácidos e onde estava o asparagina, da cepa de Wuhan, na China, agora existe a tirosina, que possibilita maior transmissibilidade, afirmam os pesquisadores.

O estudo brasileiro ainda não foi publicado em revistas científicas e deverá ser revisado por outros especialistas.