Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp

Carlassare: “no Sudão do Sul, o Papa dará impulso à pacificação”

Por Federico Piana – Vatican News – 05/04/2022
O bispo da diocese de Rumbek expressa alegria pela anunciada visita do Papa Francisco ao país da África Oriental em julho próximo: “Será de grande incentivo também para a Igreja local engajada no longo processo de reconciliação”. O prelado, ferido em um ataque no ano passado, dirigiu-se aos agressores e reiterou: “para mim, reiniciar significa perdoar”.

Alguns dias após a etapa em Malta, o olhar se dirige agora para a próxima viagem apostólica do Papa Francisco ao Sudão do Sul, programada para 5-7 de julho, que será “o cumprimento de uma ação iniciada pelo Pontífice há muito tempo para pedir a paz para este país”. Esta é a convicção de dom Christian Carlassare, bispo da diocese sudanesa de Rumbek, cuja ordenação episcopal e posterior cerimônia de posse ocorreu no dia 25 de março passado.

Perdão e esperança na África Oriental

O prelado sabe bem como é difícil levar a paz a esta nação da África Oriental devastada por anos de luta tribal e política, mas também enormemente provada pela pobreza extrema. Ele experimentou ódio e violência sobre a sua pele quando, na noite de 25 de abril do ano passado, foi baleado nas pernas em um ataque realizado logo após o anúncio de sua nomeação como bispo de Rumbek. Mas ele nunca perdeu a esperança: “Para mim, reiniciar significa perdoar, porque sem o perdão não haveria reinício. A misericórdia, por outro lado, torna-se a capacidade de estabelecer relações e reconstruir relações de onde foram interrompidas”, afirma com voz serena.

Dom Christian Carlassare, bispo da diocese sudanesa de Rumbek
Dom Christian Carlassare, bispo da diocese sudanesa de Rumbek

A visita do Papa Francisco é, portanto, parte dessa profunda esperança. A visita do Papa”, explica o bispo, “dará um importante impulso ao processo de paz que afetará todas as comunidades, especialmente as mais frustradas e marginalizadas”. Não somente. Para dom Carlassare, a presença do Papa será também um estímulo para a Igreja local empenhada em curar as feridas da população: “Será um grande estímulo para que a Igreja seja um verdadeiro instrumento de reconciliação e de paz através das muitas obras já presentes no país: desde as de evangelização até as de promoção humana baseada no cuidado total do homem”.