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Butantan pode atrasar novas entregas da CoronaVac por falta de insumos

Por Agência Rádio 2 – 07/05/2021

 

O Instituto Butantan pode atrasar entregas programadas da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 que está produzindo, por falta de insumo farmacêutico ativo.

Nesta quinta-feira, o Instituto, que é ligado ao governo de São Paulo, entregou mais um milhão de doses do imunizante para o Ministério da Saúde, que faz a distribuição aos estados por meio do Programa Nacional de Imunização.

Essas doses são parte dos 5 milhões que serão produzidos com o último carregamento de 3 mil litros de insumos que chegou ao Brasil há poucos dias.

O IFA para a CoronaVac, que é produzida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, vem da China e, por causa das recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, podem ser enviados em menor quantidade e fora do cronograma esperado, o que comprometerá a fabricação das doses pelo Butantan, como explicou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira o diretor do Instituto, Dimas Covas.

Nesta semana, em um evento no Palácio do Planalto,  em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro insinuou que o novo coronavírus pode ter sido criado pelo país asiático como parte de uma, nas palavras dele, “guerra bacteriológica”.

Também não pegaram bem para as relações Brasil/China a recente declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, em uma reunião. Ele disse que o coronavírus foi criado na China. Ele não sabia que estava sendo gravado.

É importante destacar que, desde o início da pandemia, a Organização Mundial da Saúde investiga de onde pode ter surgido o vírus e a hipótese de que tenha vazado de um laboratório chinês é extremamente improvável.

Até agora, a origem mais provável, segundo a OMS, é que, em um mercado de animais vivos, em Wuhan, na China, o vírus tenha passado de um morcego para um outro animal que o transmitiu a humanos.