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Brasileiros investem em imóveis na ‘terra do Mickey’, durante a pandemia

Por Emerson Bellini – 28/05/2021

 

Alta rentabilidade em dólar, em casas de férias, atraem investimentos em Orlando; araraquarenses também estão de olho em dolarização do patrimônio

Brasileiros estão de olho em imóveis nos Estados, mas especificamente em Orlando, a ‘terra do Mickey’. De acordo com dados divulgados pelo Valor Investe, a procura por casas na Flórida cresceu cerca de 30%, durante a pandemia.

O comparativo é em relação ao ano de 2020, quando confrontado com o mesmo período de 2019. Isso prova que o mercado imobiliário dos Estados Unidos continuou aquecido, mesmo com a restrição para entrada de passageiros com origem em aeroportos brasileiros.

A pesquisa foi divulgada pelo “The Grove Resort & Water Park”, que registrou o movimento de brasileiros buscando investir em imóveis de férias de forma remota.

 

Qual o motivo do investimento?

De acordo com a pesquisa, grande parte dos brasileiros adquirem os imóveis como forma de investimento, na modalidade de locação de curta temporada.

A grande vantagem é que nesse modelo, há a possibilidade de usar o imóvel nas férias com a família e, na maior parte do tempo, quando o proprietário não está utilizando, o investimento gera rentabilidade em dólar com aluguéis.

Orlando tem sido um dos poucos mercados no mundo capazes de se recuperar mais rapidamente, devido à demanda reprimida, conforme esse primeiro quadrimestre de 2021 está sinalizando.

 

Os maiores compradores de imóveis

Os brasileiros sempre foram um dos principais compradores internacionais de imóveis em Orlando. Em 2019, 55% dos investidores internacionais em Orlando vieram da América Latina, e 28% desses investidores eram brasileiros, de acordo com associação de corretores imobiliários da Flórida.

Mariana Haddad, especialista e agente licenciada na Flórida, garante que a compra pode ser realizada durante a crise mundial, já que os juros estão caindo. Mas lembra de que os valores aumentaram e continuam subindo, pois a procura é maior do que o número de construções e lançamentos.

“A tomada de decisão do comprador tem que ser rápida. A região central da Flórida, em Orlando, é a mais concorrida, justamente por seu acesso simplificado aos parques, escolas de qualidade, paisagens, segurança e históricas margens de rentabilidade”, diz.

 

A importância da dolarização do patrimônio

Mateus Cabau, araraquarense, que já reside na Flórida há quase oito anos, é empresário do setor hoteleiro e hoje atua como líder do processo de internacionalização da Chalu, em Orlando.

Para ele, a solidez da moeda norte-americana é o principal atrativo para o investimento em imóveis, na Flórida.

“O dólar é a moeda oficial dos Estados Unidos deste do final da década de 1770 [dois séculos e meio]. É a moeda de referência para negócios internacionais e reserva de bancos centrais de centenas de países”, explica.

Cabau ainda comenta que o Brasil já teve mais de dez moedas diferentes e que várias dessas moedas tiveram zeros cortados, em virtude de períodos de hiperinflação.

“A necessidade de proteger parte do patrimônio e dolarizar a renda faz com que o investimento imobiliário nos Estados Unidos seja uma das melhores alternativas”, finaliza Mateus.

 

Araraquarenses também estão de olho

Os araraquarenses também estão em busca da chamada ‘dolarização de capital’ e estão cada vez mais investindo em imóveis na Flórida.

Prova disso é que a Chalu Imóveis, tradicional empresa do ramo imobiliário de Araraquara, abriu recentemente uma Divisão Internacional em Orlando, chamada de ‘Chalusa’.

A intenção é facilitar ao máximo a compra de imóveis nos Estados Unidos, particularmente na Flórida, por moradores de Araraquara e região.

“O time internacional da Chalu tem uma capacidade enorme de conseguir ótimos negócios para os clientes. Há também conhecimento e expertise para facilitar e dar segurança para o comprador fazer tudo a distância, sem qualquer necessidade de estar nos EUA”, explica Luiz Arnaldo Haddad, presidente da Chalu Imóveis.

“Confesso que estou surpreso com a conscientização dos clientes, sobre a necessidade de diversificar seus investimentos em um país do primeiro mundo e, principalmente, em uma moeda forte e referência para mundo, como o dólar americano”, finaliza Haddad.