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Brasil deve abrir 400 mil vagas de trabalho temporário até o fim do ano

Por Umberto Ferretti, da Agência Rádio 2

 

Brasil deve abrir mais de 400 mil vagas de trabalho temporário, até o fim do ano.

A previsão é da associação brasileira do setor, a Asserttem, e representa uma boa notícia pra quem perdeu o emprego ou precisa de uma renda extra, por conta da crise.

Entre novembro e dezembro, com a proximidade do Natal, as contratações devem crescer, principalmente, no comércio e no setor de serviços.

O trabalho temporário está em alta e, só no mês de setembro, foram preenchidas quase 190 mil vagas, em todo o País, 42 por cento a mais que no mesmo período do ano passado,

O crescimento em 2020 vem já de alguns meses e se deve exatamente à crise do coronavírus.

Muita empresa, num primeiro momento, demitiu funcionários, quando fechou as portas por conta da quarentena.

E, quando o negócio foi reaberto, preferiu contratar profissionais temporários, já que muita gente ainda não sabe o que vai acontecer no futuro.

O que vale, também, pra muito patrão que tem visto o negócio crescer, com a retomadas das atividades e das vendas que estavam represadas, mas não sabe por quanto tempo isso vai durar.

Tem, ainda, aqueles setores que, de certa forma, do ponto de vista econômico, se deram bem com a crise.

Por exemplo, o de logística, sem falar em alguns negócios na área da alimentação.

Eles foram beneficiados com o aumento da demanda por entregas, por conta das compras pela internet, entre outras coisas, e pelo serviço de delivery.

Especialistas destacam, ainda, que alguns temporários foram acionados para preencher as vagas de profissionais que tiveram que se afastar, por licença médica ou por serem do grupo de risco da Covid.

Inicialmente, um contrato temporário pode valer por até seis meses, com possibilidade, em alguns casos, de prorrogação por mais três.

Para a empresa, uma das vantagens é que ela fica livre de certas despesas previstas na CLT.

Já para o funcionário temporário, quando ele é desligado, não tem direito, por exemplo, à multa do FGTS, e nem pode pedir o seguro-desemprego.