Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp

Batata e tomate mais caros puxam o custo de vida e o IGP-M, usado para reajustar os alugueis

Por Umberto Ferretti, da Agência Rádio 2

 

Custo de vida do brasileiro volta a subir.

É o que mostra o Índice Geral de Preços–Mercado, o IGP-M, apurado pela Fundação Getúlio Vargas.

Na segunda medição de novembro, a alta média nos preços cobrados dos consumidores foi de 0,51 por cento.

Houve aumento em quase todos os setores pesquisados, menos no grupo despesas diversas.

Destaque negativo, mais uma vez, para os gastos com transportes e alimentação, que responderam pelas maiores altas.

Gasolina e etanol, por exemplo, ficaram dois e sete por cento mais caros.

Além da demanda maior, com cada vez mais gente na rua, no caso do álcool, tudo indica que já começa a pesar o fato de a safra de cana estar perto do fim; e, até o início da próxima colheita, a oferta menor deve manter os preços em alta.

Já entre os alimentos, o grande vilão foi a batata, que ficou 26 por cento mais cara. O tomate também chamou a atenção, com avanço de 15 por cento.

O IGP-M como um todo, que também leva em conta as despesas da indústria e da construção civil, por exemplo, não só os preços cobrados do consumidor, disparou 3,05 por cento.

O que preocupa muito inquilino, já que o indicador é usado como base para o reajuste de boa parte dos contratos de aluguel, no País.

Nesse caso, o aumento foi puxado, principalmente, por matérias-primas ligadas ao setor agrícola, como soja e milho, cujos preços estão nas alturas, por conta da alta do dólar e do aumento das exportações.