Nesta quinta-feira, foram divulgados os dados do Boletim Infogripe pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referentes à semana de 14 a 20 de maio, revelando um cenário preocupante. Enquanto os casos de COVID-19 apresentam queda desde o mês de abril, o país registra um aumento significativo de testes positivos para Influenza A, principalmente do vírus H1N1, entre adultos, e do Vírus Sincicial Respiratório em crianças.
De acordo com a Fiocruz, o mês de maio consolidou um cenário que teve início em abril. Entre as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na população a partir dos 15 anos, os casos de H1N1 passaram de 9% em março para 31% entre o fim de abril e maio. Por outro lado, os casos de COVID-19 caíram de 80% para 53% no mesmo período.
Além disso, foi observado um aumento preocupante de casos de Síndrome Respiratória em diversos estados. Os casos de SRAG relacionados ao H1N1 tiveram crescimento nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
Já em relação ao Vírus Sincicial Respiratório, houve um aumento significativo em crianças nos estados do Acre, Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe.
A Fiocruz destaca que, no cenário de longo prazo, há uma tendência de crescimento moderado de SRAG, enquanto a tendência é de estabilidade no curto prazo. A análise aponta que, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a Influenza A foi responsável por 20,9% do total de óbitos de pacientes internados que tiveram teste laboratorial positivo, enquanto a Influenza B respondeu por 12,3%.
Esses dados reforçam a importância de manter as medidas de prevenção, como o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social, não apenas para evitar a propagação da COVID-19, mas também para reduzir a disseminação de outras doenças respiratórias. As autoridades de saúde recomendam a vacinação contra a Influenza e a adoção de medidas de proteção específicas para o Vírus Sincicial Respiratório, especialmente em crianças e grupos de risco.



