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A mineira Irmã Benigna será beatificada

Por VATICAN NEWS – 18/02/2022
Papa Francisco autorizou o decreto para a beatificação da mineira Irmã Benigna Vítima de Jesus e de outros cinco Servos de Deus: Maria Costanza Panas, religiosa professa das Clarissas Capuchinhas do Mosteiro de Fabriano na Itália, o Cardeal Eduardo Pironio, Imaculado Brienza e Giovanna Méndez Romero

Durante a audiência concedida nesta sexta-feira (18/02) ao Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa autorizou a promulgação do decreto para a beatificação da brasileira Serva de Deus Irmã Benigna Vítima de Jesus e outros 4 Servos de Deus.

Uma vida dedicada aos últimos: Maria Conceição dos Santos

Com o decreto do Papa foram reconhecidas as virtudes heroicas da Serva de Deus Benigna Vítima de Jesus (nascida Maria Conceição dos Santos), professa religiosa da Congregação das Irmãs Auxiliadoras de Nossa Senhora da Misericórdia. O processo de beatificação iniciou na Arquidiocese de Belo Horizonte em 15 de outubro de 2011 com o início da fase diocesana. E o início da fase Romana no Vaticano em 15 de abril de 2013.

Caridade e fortaleza são os traços distintivos da personalidade de Benigna Vítima de Jesus, nascida Maria Conceição dos Santos em 16 de agosto de 1907 em Diamantina, Minas Gerais. Foi sobretudo sua mãe que lhe deu uma sólida educação na fé. Ela entrou na Congregação das Irmãs Auxiliadoras de Nossa Senhora da Piedade e estava destinada a vários serviços, dedicando-se aos pobres, aos humildes, aos doentes e aos aflitos. Durante sua vida, ela foi discriminada por muito tempo por causa de preconceitos raciais por ser negra, mesmo por algumas de suas irmãs, também ligados a sua aparência física e várias doenças, incluindo a obesidade e distúrbios hormonais que lhe causaram muito sofrimento. Ela escondeu suas mágoas através de seu peculiar senso de humor e autoironia e da Graça que foi de onde tirou forças para superar dificuldades e continuar a se doar aos outros fazendo o bem. No dia 16 de outubro de 1981, após uma vida de entrega, doação e partilha, o seu imenso coração parou. Ela se foi, silenciosa, em paz, lutando até o fim, terminando sua obra grandiosa. As flores que a cobriam no caixão foram levadas pelos devotos e amigos e em seu lugar colocados bilhetes com seus pedidos de graças. Sua obra aqui na terra havia terminado.